Apresentação

 

 VIII SIGET - Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais: Diálogos no Estudo de Gêneros Textuais/Discursivos - Uma escola brasileira?
 USP – 08-10/09/2015

 

 

Criado em 2003, o SIGET é um simpósio internacional que teve lugar inicialmente na Universidade Estadual de Londrina, que visa a discutir o papel e o funcionamento dos gêneros textuais/discursivos nas práticas sociais. Assim foi em Londrina (PR), União da Vitória (PR), Santa Maria (RS), Tubarão (SC), Caxias do Sul (RS), Natal (RN) e Fortaleza (CE). 

Em 2015, o SIGET chega a sua 8ª edição e terá lugar na USP, em São Paulo (SP), como um evento internacionalmente consolidado e de inconteste prestígio acadêmico.

Em suas duas primeiras edições  (Londrina e União da Vitória), o SIGET propôs a discussão acerca da pesquisa no Brasil sobre gêneros textuais. Em Santa Maria, na 3ª edição, discutiu-se, sobretudo, a relação entre os gêneros textuais e a importância de uma agenda político-pedagógica para colaborar com as políticas governamentais.  Em  Tubarão,  na 4ª edição, o Simpósio, ao contemplar as diversas escolas de gêneros, consolidou sua internacionalização. Neste IV SIGET, foram selecionados, dentre as 400 apresentações, 24 trabalhos de autores brasileiros e estrangeiros para compor a coletânea Genre in a Changing World, organizada por Charles Bazerman, Adair Bonini e Débora Figueiredo e publicada pela Parlor Press/The WAC Clearinghouse (504 p.).

Em Caxias do Sul, na sua 5ª edição, a discussão privilegiou a educação, trazendo o ensino para o foco central das discussões. Na 6ª edição, em Natal, a proposta foi relacionar gêneros e letramentos e, na 7ª, em Fortaleza, tratou-se do funcionamento dos gêneros textuais/discursivos nas múltiplas esferas da atividade humana.

 

 

 No mesmo ano de  2013, Benedito Gomes Bezerra (UFPE) traduziu para o português o livro de Anis Bawarshi e Mary Jo Reiff, publicado em 2010, com o título:  Gênero: História, teoria, pesquisa e ensino. Nele, podemos ler que:

 A pesquisa de gêneros no Brasil tem sido especialmente instrutiva pela maneira como faz a síntese das tradições linguística, retórica e social/sociológica que descrevemos  nos três capítulos anteriores, ao mesmo tempo também lança mão das tradições de gênero francesa e suíça. Ao fazer isso, os estudos brasileiros de gêneros oferecem um modo de ver  essas tradições como mutuamente comparáveis e capazes de proporcionar ferramentas teóricas pelas quais se possa se compreender o funcionamento linguístico, retórico e sociológico dos gêneros (BAWARSHI; REIFF, 2010, p.74-75).

Se isso é verdadeiro, o SIGET foi o espaço fundamental para nós, brasileiros, de articulação dessas perspectivas e abordagens.

Assim, o VIII SIGET toma por tema a questão de se nossos diálogos no estudo dos gêneros textuais/discursivos realmente instituem uma "escola brasileira" com características próprias e como isso acontece em diversos espaços: nas pesquisas e no diálogo com as diferentes tradições de estudo, também representadas por aqui, e no impacto no ensino e nas políticas públicas de educação linguística, principal, embora não único, campo de atuação social dos pesquisadores brasileiros.

Esta 8ª edição está sendo organizada por pesquisadores paulistas, de quatro das instituições paulistas de ensino superior -  USP, UNICAMP, UNESP e USF - e terá sede na Universidade de São Paulo (USP).

 

Sejam todos bem-vindos!

 

O email do SIGET é siget2015@gmail.com

O email usprevistas é de todas as revistas da USP. Mensagens enviadas a este email não serão respondidas.

 

 

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